Sábado, Fevereiro 20, 2010

Bastardos Inglórios - Crítica


Sinopse: Nos primeiros anos da ocupação alemã na França, Shosanna Dreyfus testemunha a execução da sua família pelas mãos do coronel nazista Hans Landa. Shosanna consegue escapar e foge para Paris, onde muda de nome e assume a identidade de uma dona de um pequeno cinema. Em outro lugar da Europa, o tenente Aldo Raine organiza um grupo de soldados judeus americanos para colocar em prática uma vingança. Posteriormente conhecido pelos alemães como os “Os Bastardos”, o grupo de Raine junta-se à atriz alemã e agente secreta Bridget Von Hammersmark em uma missão para eliminar os líderes do Terceiro Reich. E o destino junta todos no mesmo cinema, onde Shosanna tramou um plano de vingança próprio.

Neste milionésimo septuagésimo quinto filme tendo como tema principal o nazismo, não podemos esperar pela mesmice, simplesmente porque temos Quentin Tarantino na direção do filme, o mesmo que dirigiu Pulp Fiction: Tempo de Violência e Cães de Aluguel, e isso faz toda a diferença.
Com relação ao elenco, Brad Pitt não me convenceu como Tenente Aldo Raine, talvez por parecer sarcástico demais e malvado de menos.
A destaque mesmo fica por conta do até então desconhecido Christoph Waltz, como Coronel nazista Hans Landa, que rouba a cena com seus impertinentes interrogatórios.
"Bastardos Inglórios" pode ser considerado sim uma tremenda sátira sobre o nazismo se olharmos o ponto de vista com que ele o aborda e também a maneira como ele o "finaliza".
São as sutilezas como a divisão do filme em capítulos, o efeito papa léguas , figuras como a do "Urso Judeu" e as cenas de tiroteio onde milhares de balas são gastas, que enfatizam o sarcasmo dessa película.
Graças a maneira ágil com que as cenas se desenrolam, especialmente da segunda metade do filme em diante, as mais de duas horas de filme passam voando.
Fica registrado aqui a importante aposta que o filme faz em promover um espaço aos atores coadjuvantes tão igual, ou até maior, que o espaço cedido aos atores principais.
Quem sai ganhando é o público, pois os atores coadjuvantes não ficam devendo nada.

Nota: 8,5

4 comentários:

Mattheus Rocha disse...

Brad Pitt tá ótimo em seu papel, a meu ver. A intenção é justamente não o tratar como um personagem "malvado", mas sim como um cara sarcástico, que tem suas motivações, como todos os outros da trama, independentemente do rótulo "bom" vs. "mau". É característico nos filmes de Tarantino a boa escolha de atores para os papéis de coadjuvantes, mas a direção tem um peso forte na atuação dos caras. Enfim, 'Bastardos' é um filme totalmente inusitado, que aborda o tema com ironia e maestria. Merece ser visto !!!!

Saudações.

Felipe disse...

Sim eu já ouvi falar desse filme e to loooooooouco pra ver pelo que deu pra ver aqui ele n é ruim n oq só me deu mais curiosidade D:

Mulher na Polícia disse...

Alexandre!

Tem gente que consegue fazer bem feito mesmo tarefas secundárias, porque não aceitam ser coadjuvantes na história.

Beijinho!

Victor Zanini disse...

Eu gostei muito deste filme, um dos melhores que vi este ano! Tarantino estava precisando fazer um filme bom novamente, ja que vinha fazendo lixo a um tempo!

Abraço